Bets não voltam: “Quem quiser ganhar dinheiro, vai trabalhar”, diz Lula
Presidente defendeu a manutenção da proibição das apostas on-line e relatou casos de jovens endividados com jogos. Leia no Poder360.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta 5ª feira (22.out.2026), que as bets não voltarão a funcionar no Brasil e defendeu a proibição das plataformas de apostas on-line. A declaração foi dada durante uma transmissão ao vivo no YouTube com o deputado federal André Janones (Rede-MG). A influenciadora Nath Finanças também participou da live.
O governo proibiu a atividade por meio de uma medida provisória editada em setembro, que é discutida no Supremo Tribunal Federal. “[…] E posso te dizer, Nath: não voltará mais a bet. Quem quiser ganhar dinheiro, vai trabalhar”, declarou Lula.
O presidente agradeceu à influenciadora por ter chamado sua atenção para os impactos das apostas nas finanças das famílias. Nath havia relatado que, em um encontro anterior com Lula no programa “Sem Censura”, questionou o presidente sobre o endividamento provocado pelos jogos e defendeu medidas para proteger a população de baixa renda.
Lula disse que decidiu agir depois de conversar com jovens endividados durante um encontro no Palácio da Alvorada. Segundo ele, alguns participantes acumulavam dívidas de R$ 4.000 a R$ 24.000 com apostas. O presidente também mencionou relatos de pessoas que tentaram tirar a própria vida por causa das perdas financeiras.
“Temos que acabar com essa praga, porque se a gente não acabar, a bet vai acabar com o povo brasileiro”, afirmou Lula, ao reproduzir o que disse durante o encontro.
A proibição foi estabelecida pela MP 1.394 de 2026, assinada em 25 de setembro. A norma impede a exploração, a intermediação e a publicidade de apostas esportivas e jogos on-line. A medida está em vigor, mas ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para se tornar definitiva.
A manutenção da medida também é discutida no STF. O ministro Luiz Fux, relator de ações apresentadas por associações do setor, empresas de comunicação e clubes de futebol, deve decidir depois do 2º turno das eleições se mantém ou suspende os efeitos da medida.
A Advocacia Geral da União defende a manutenção integral da proibição.
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