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Economia

BBC prepara demissões em massa no setor de jornalismo da emissora

Departamentos receberam ordem de cortar aproximadamente 10% dos custos operacionais

15/06/2026 09:02 Daniel Thomas Folha Mercado 0 visualizações há 5 horas
BBC prepara demissões em massa no setor de jornalismo da emissora

A BBC deve cortar centenas de empregos em sua divisão central de jornalismo na próxima semana, na primeira etapa de uma redução profunda da emissora britânica, que entra na fase final de negociações com o governo sobre o futuro de seu financiamento.

Os departamentos da empresa receberam ordens de cortar cerca de um décimo de seus custos, dentro de planos mais amplos que devem resultar em um total de 2.000 demissões a fim de economizar centenas de milhões de libras.

A divisão de jornalismo da BBC, que emprega um quarto dos mais de 20 mil funcionários da emissora, deve ser a primeira a apresentar seus planos na próxima semana, com pessoas próximas ao caso afirmando que centenas de dispensas serão anunciadas.

A expectativa é que o anúncio envolva programas de rádio específicos, com fontes internas alertando que os cortes podem ser perceptíveis para telespectadores e ouvintes da BBC.

Uma pessoa com acesso ao planejamento da emissora acrescentou que a maior parte dos custos da divisão —que fornece notícias para os diversos canais, aplicativos, site e regiões da BBC— era de pessoal, o que levaria a um número desproporcional de demissões em comparação com outras áreas da corporação. Outras equipes, como as de conteúdo, podem cortar custos mais facilmente em áreas que não envolvem funcionários.

A BBC não quis comentar.

Em entrevista ao Financial Times no mês passado, o novo diretor-geral Matt Brittin disse que haveria escolhas difíceis e impopulares pela frente enquanto busca um futuro financeiramente estável.

O ex-executivo do Google afirmou que o feedback dos funcionários até agora foi para evitar cortes que deixem as pessoas sobrecarregadas.

Também houve controles de custos em toda a organização sobre contratações e viagens, além de reduções nas despesas com consultorias de gestão, conferências, premiações e eventos.

Brittin precisa equilibrar o corte de custos nas equipes existentes enquanto investe em serviços futuros, incluindo o desenvolvimento do serviço de streaming iPlayer e a expansão de conteúdo para o YouTube, uma vez que a corporação trabalha para atrair públicos mais jovens.

Ministros trabalham em planos para uma nova forma de taxa de licença, com autoridades analisando se ela pode ser estendida a serviços privados de streaming.

Atualmente, as pessoas precisam pagar uma taxa de licença para assistir a TV ao vivo em qualquer canal ou usar o BBC iPlayer, mas não para assistir a programas de TV e filmes sob demanda em plataformas de streaming como a Netflix.

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