Campo Grande, MS | 26°C | 19 de Outubro de 2026
AO VIVO 12:38
Economia

Banco Central liquida Sefer, distribuidora de títulos envolvida no caso Master

Segundo autarquia, instituição tem baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional

Banco Central liquida Sefer, distribuidora de títulos envolvida no caso Master

O Banco Central decretou nesta sexta-feira (26) a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos, administradora de títulos financeiros em São Paulo. A distribuidora foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga as fraudes do caso do Banco Master.

Segundo a autoridade monetária, a empresa sediada em São Paulo está no segmento S4, ou seja, é considerada de pequeno porte. Tem baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional, com menos de 0,0004% do ativo total e 0,17% dos recursos administrados de terceiros.

A Sefer Investimentos tinha em maio R$ 12,9 bilhões sob administração, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais.

A autarquia atribui a liquidação ao "comprometimento da situação econômico-financeira da distribuidora, sujeitando seus credores quirografários a risco anormal, bem como por graves violações às normas legais que disciplinam a atividade da instituição".

A Sefer Investimentos foi procurada pela Folha na manhã desta sexta por email e telefone, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

O Banco Central também ressalta a indisponibilidade, a partir desta sexta, de bens dos controladores e ex-administradores da empresa. A nota do órgão afirma que o resultado de investigações sobre a situação da administradora de títulos pode levar à aplicação de medidas cabíveis na lei.

Segundo decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli, então relator do caso Master, na Operação Compliance Zero, a administradora de títulos gerenciou diversos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) envolvidos nas fraudes do banco de Daniel Vorcaro.

O magistrado aponta que a empresa, controlada pelo empresário Benjamin Botelho, administrava títulos para a circulação de ativos sem liquidez, com preços inflados artificialmente. A Sefer também teria atuado em transações entre partes que visavam desviar recursos do Master.

À época da segunda fase da operação, Toffoli determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresa entre 2020 e 2025, e bloqueio de bens de R$ 5,7 bilhões.

Fonte original Publicado originalmente por Folha Mercado
Ver na fonte
Compartilhe

Comentários 0

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar.

0