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Aprovação de Lula supera desaprovação pela 1ª vez na série BTG/Nexus

Aprovação ao governo chega a 48%, contra 47% de desaprovação,em empate técnico que marca virada numérica na série BTG/Nexus.

15/06/2026 08:54 Congresso em Foco 0 visualizações há 6 horas
Aprovação de Lula supera desaprovação pela 1ª vez na série BTG/Nexus

A aprovação ao trabalho do presidente Lula superou numericamente a desaprovação pela primeira vez na série da pesquisa BTG Pactual/Nexus sobre a eleição presidencial de 2026. Segundo o levantamento divulgado nesta segunda-feira (15), 48% dos eleitores dizem aprovar o governo, contra 47% que desaprovam. Outros 4% não souberam ou não responderam.

O resultado configura empate técnico, já que a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais. Ainda assim, o movimento é politicamente relevante porque confirma uma trajetória de recuperação desde março. Na primeira rodada, 45% aprovavam o trabalho de Lula, enquanto 51% desaprovavam. Agora, a aprovação subiu três pontos, e a desaprovação caiu quatro.

A melhora aparece também na avaliação qualitativa do governo. A soma de ótimo e bom chegou a 38%, acima dos 35% registrados em março. Já os que consideram o governo ruim ou péssimo somam 41%, abaixo dos 44% da primeira rodada. Outros 21% avaliam a gestão como regular.

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Apesar da melhora, esse indicador ainda mostra um limite para o governo: a avaliação negativa continua numericamente maior do que a positiva. Ou seja, Lula melhora na aprovação geral, mas ainda não conseguiu inverter completamente o saldo da avaliação qualitativa.

A pesquisa não mede diretamente os motivos da melhora na avaliação do governo. O levantamento não pergunta ao eleitor se passou a aprovar Lula por causa da economia, de programas sociais, de notícias recentes ou de algum outro fator. Por isso, não é possível afirmar uma relação de causa e efeito.

Mas os dados econômicos ajudam a indicar possíveis fatores por trás do movimento. Na comparação com o governo anterior, 45% dizem que sua situação financeira está muito melhor ou um pouco melhor, enquanto 31% afirmam que está pior. Em março, a diferença era menor: 39% viam melhora, e 34%, piora. Esse avanço na percepção sobre a vida financeira pessoal pode ter contribuído para a recuperação do presidente.

A expectativa para os próximos seis meses também segue relativamente favorável. Para 44%, a situação financeira pessoal deve melhorar; 37% acreditam que ficará igual; e 13% esperam piora. Em relação à economia do país, 38% esperam melhora, 31% preveem piora e 23% acham que o quadro ficará igual.

A melhora, porém, não elimina os problemas enfrentados pelo governo. Quando perguntados sobre a situação atual da economia do país, 49% dos entrevistados a classificam como ruim ou péssima, enquanto apenas 19% a consideram ótima ou boa. A percepção sobre a situação financeira pessoal é melhor: 32% dizem que está ótima ou boa, 47% a veem como regular e 20% como ruim ou péssima.

Os principais problemas apontados pelos eleitores também mostram desafios para o governo. Segurança pública, violência e criminalidade aparecem no topo, com 33% das menções, seguidas por saúde pública, com 25%, e corrupção, com 23%. Inflação, custo de vida e preços altos aparecem com 11%, acima dos 7% registrados na rodada anterior.

A aprovação de Lula é mais forte entre eleitores de menor renda, no Nordeste, entre mulheres e entre pessoas com ensino fundamental. Entre quem tem renda familiar de até um salário mínimo, 61% aprovam o governo. No Nordeste, a aprovação chega a 65%. Entre mulheres, é de 53%; entre homens, 43%.

Já a desaprovação é mais alta entre eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, no Sul, entre evangélicos e entre pessoas com ensino médio ou superior. No Sul, 59% desaprovam o governo. Entre evangélicos, a desaprovação chega a 61%.

A pesquisa BTG Pactual/Nexus foi realizada por telefone entre os dias 12 e 14 de junho. Foram entrevistados 2.017 eleitores em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06645/2026.

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