Ancelotti diz manter confiança na equipe após eliminação
Técnico afirmou que dor é grande, mas defendeu continuidade do trabalho depois da queda nas oitavas da Copa. Leia no Poder360.
O técnico Carlo Ancelotti se manifestou na 2ª feira (6.jul.2026), em seu perfil no Instagram, depois da eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo. Os brasileiros perderam para a equipe da Noruega por 2 a 1, no domingo (5.jul), no estádio MetLife, em Nova Jersey, pelas oitavas de final.
“Hoje a dor é grande. Mas a confiança no que estamos construindo não muda”, escreveu o treinador italiano. “Vamos seguir trabalhando pela nossa Seleção. Sempre juntos. Sempre Brasil!”, declarou.
A derrota manteve uma sequência negativa da seleção contra equipes europeias em Copas. O Brasil foi eliminado por europeus pela 6ª edição seguida. Antes da equipe da Noruega, caiu para as seleções da Croácia, em 2022; da Bélgica, em 2018; da Alemanha, em 2014; da Holanda, em 2010; e da França, em 2006.
Na partida de domingo, Erling Haaland marcou os 2 gols da seleção norueguesa. Neymar descontou para a equipe do Brasil em cobrança de pênalti nos acréscimos do 2º tempo. Antes, Bruno Guimarães havia desperdiçado uma cobrança na 1ª etapa.
O resultado também ampliou o maior jejum da seleção sem título mundial. Os brasileiros não vencem uma Copa desde 2002. A campanha de 2026 foi a pior desde 1990, quando a equipe também caiu nas oitavas de final.
Ancelotti está no comando da seleção desde maio de 2025. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) renovou em maio de 2026 o contrato do treinador por mais 4 anos, até a Copa de 2030.
O vínculo segue válido mesmo depois da eliminação. O contrato estipula pagamento de 10 milhões de euros por ano, equivalente a R$ 59,3 milhões na cotação de 5 de julho de 2026. Ao todo, Ancelotti receberá R$ 237 milhões até o próximo Mundial.
A Copa do Mundo é um evento esportivo privado com fins de lucro. É realizado a cada 4 anos pela Fifa. As seleções se classificam por meio de eliminatórias. A comissão técnica e o elenco de cada time que disputa a competição são escolhidos por entidades privadas.
No caso do Brasil, cabe à CBF definir quem é o treinador e quais são os jogadores “convocados” (na realidade, todos são convidados e vai quem tem interesse; como o ganho comercial de marketing é grande, os atletas atendem à “convocação”). A CBF é uma organização de direito privado e sem nenhum vínculo com o governo federal.
O governo do Brasil não tem nenhuma influência na escolha do time que participa do torneio. Ou seja, não é o país que está representado na Copa do Mundo, mas uma equipe de futebol escolhida por uma entidade privada.