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ANÁLISE: Clausewitz e a guerra no Irã

Estados Unidos e Irã concordaram com um cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz. Todo o resto está sendo adiado por 60 dias. Dado que o Estreito já estava aberto antes da guerra, reabri-lo não é uma conquista. Simplesmente restaura o "status quo ante be

16/06/2026 08:31 G1 Mundo 0 visualizações há 6 horas
ANÁLISE: Clausewitz e a guerra no Irã

Para Carl von Clausewitz, a guerra não é um fim em si mesma; é "a continuação da política por outros meios". Isso implica que uma vitória militar sem alcance dos objetivos políticos não é uma vitória na guerra. O filósofo prussiano também distinguiu três pontos de análise: o político (o porquê se luta), o estratégico (como se mobiliza o poder para atingir a finalidade política) e o tático (os resultados no campo de batalha). Esses três pontos devem estar alinhados. Quando se desconectam, surge o paradoxo clausewitziano: vitórias táticas que não se convertem em vitória política. A guerra do Irã de 2026 é um caso exemplar dessa tensão.

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