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Alfama prepara registro na CVM para emitir debêntures em 2027

Fabricante de proteínas processadas diz que passa por um processo de amadurecimento de sua gestão para crescer

Alfama prepara registro na CVM para emitir debêntures em 2027

A Alfama, fabricante e distribuidora de proteínas processadas para restaurantes e bares, se prepara para pedir no primeiro semestre de 2027 o registro de categoria B na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

O movimento permitirá à empresa emitir debêntures listadas e acessar um perfil de investidor que ela ainda não atingia. Com isso, a companhia mira um crescimento de sua operação.

Para chegar ao pedido, a Alfama implantou em 2026 uma série de mudanças, incluindo a instalação de um canal de denúncias e políticas de investigação interna.

Neste ano, a companhia também conclui seu terceiro balanço anual auditado, com relatório previsto para março de 2027. Além disso, em janeiro do ano que vem, o conselho consultivo, criado em 2021, se tornará conselho de administração.

Com o registro na CVM, a empresa passará a divulgar resultados e se submeterá a auditorias trimestrais, o que elevará a complexidade da companhia.

Para Luis Gennari, conselheiro da Alfama, a auditoria é "um processo catalisador do amadurecimento da desta gestão". Ele afirma que o processo coloca a governança "em um outro padrão de visibilidade e de previsibilidade" para a sua apresentação ao mercado.

A empresa projeta fechar 2026 com receita bruta de R$ 370 milhões e Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 40 milhões.

A distribuição responde por R$ 300 milhões da receita da companhia, enquanto redes e franquias rendem R$ 70 milhões.

Com produção em Cascavel (PR) e Louveira (SP), a Alfama vende proteína processada ao setor de food service (alimentação fora de casa) por meio de 105 distribuidores, que atendem 28 mil clientes por mês.

No cenário externo, a Alfama comprou em 2024 uma fábrica desativada de presunto perto de Santarém, em Portugal. No país, a companhia disputa recursos do programa PT 2030, da União Europeia, e planeja concluir a candidatura até o fim do ano.

A obra e a compra de equipamentos ficarão para o ano que vem, e a operação começará no segundo trimestre de 2028, com uma linha de cozidos e outra de produtos in natura. Em 2027, a empresa também testará exportações a partir de Louveira.

Fonte original Publicado originalmente por Folha Mercado
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