A farsa na ONU: um ataque à dignidade de Cuba
Protegidos do governo Trump e dos setores anticubanos da Flórida foram convidados para encontro que contradiz princípios nas Nações Unidas
Na última segunda-feira (19), a sede da Organização das Nações Unidas foi palco de um evento questionável. Os protegidos do governo dos Estados Unidos e dos setores anticubanos da Flórida foram convidados para um encontro que contradiz frontalmente os princípios do organismo internacional.
Cabe questionar por que os espaços de uma instituição criada para zelar pela paz e pela segurança mundial são cedidos a um grupo de pessoas —algumas com antecedentes terroristas— que respondem apenas a interesses alheios à Carta das Nações Unidas.
Justificar a punição coletiva que Washington impõe a Cuba é um crime contra a humanidade. Não há argumento válido para classificar uma pequena nação do Caribe como uma "ameaça incomum e extraordinária". Cuba teve que construir seu próprio modelo social, político e econômico sob as condições de uma guerra multidimensional que já ultrapassa os 60 anos.
Nos próximos dias 27 e 28 de outubro, a Assembleia Geral das Nações Unidas debaterá mais uma vez a resolução: "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba". Como já é costume, a diplomacia americana tentará enganar a comunidade internacional com pressões e falsas narrativas.
Com a arrogância imperial que os caracteriza, seus representantes ignorarão a rejeição majoritária que sua política neocolonial de punição coletiva e sanções secundárias gera no mundo, nos organismos multilaterais e até mesmo dentro do próprio povo americano.
Condenar o bloqueio é um dever ético, humanista e de respeito à vida. Pretender asfixiar um povo, negando-lhe alimentos, medicamentos e combustíveis, constitui um ato de genocídio. Hoje o alvo é Cuba; amanhã poderá ser qualquer outra nação soberana.
Apesar das pressões ilegais e do espetáculo político montado para manipular a opinião pública, no próximo dia 28 de outubro a dignidade do povo cubano obterá uma nova e contundente vitória nas Nações Unidas.
Cuba não é uma ameaça. O bloqueio, sim, é.
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