80% dos consumidores que compram remédios desconhecem teto de preços
Pesquisa revela que metade dos consumidores troca medicamentos prescritos por opções mais baratas. Leia no Poder360.
Pesquisa revela que metade dos consumidores troca remédios prescritos por opções mais baratas
Levantamento realizado pelo Procon-SP com 1.819 consumidores indica que 1.538 compram medicamentos. Destes, 4 em cada 5 consumidores (79,1%) desconhecem que a maioria dos medicamentos possui um teto máximo de preço definido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) e divulgado pela Anvisa por meio do PMC (Preço Máximo ao Consumidor).
A pesquisa foi realizada de 4 a 29 de maio de 2026 e analisou hábitos de compra, percepção sobre preços, automedicação, privacidade de dados e canais de aquisição de medicamentos. Eis a íntegra (PDF – 5 MB).
O desconhecimento sobre a regulação dos preços se dá mesmo em um cenário em que o custo dos medicamentos pesa significativamente no orçamento familiar.
Entre os entrevistados que compram medicamentos, 88,10% afirmaram já ter deixado de adquirir algum medicamento devido ao preço e 94,93% disseram pesquisar valores antes da compra.
Outro dado que chama atenção é o crescimento da busca por alternativas mais econômicas. Quando recebem uma prescrição médica, 50,20% dos consumidores afirmam trocar o medicamento indicado por um genérico ou outra opção mais barata, enquanto apenas 31,73% compram exatamente o produto prescrito.
Eis os principais destaques da pesquisa:
A pesquisa mostra mudanças no comportamento dos consumidores em relação ao ano anterior. Eis alguns dados:
A consulta feita pelo Procon-SP indica que as farmácias e drogarias precisam aprimorar a forma de explicar como os dados dos clientes são usados, tratados e guardados, e não apenas dizer que são necessários para a obtenção de descontos. Devem dizer se as informações são compartilhadas com laboratórios, convênios médicos ou redes hospitalares; se há monetização decorrente de eventuais compartilhamentos e outros esclarecimentos determinados pela Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD.
O Procon-SP reforça que o acesso à informação é um direito básico do consumidor e que a transparência no relacionamento com os clientes é essencial para garantir um consumo seguro, consciente e autônomo, sendo ainda uma estratégia de fidelização. Os consumidores podem pedir esclarecimentos sempre que seus dados pessoais forem solicitados.
A consulta, feita pelo Procon-SP com os consumidores que acessaram o seu site de 9 de maio a 2 de junho de 2025, integra a atuação permanente do órgão oficial de defesa do consumidor do Estado de São Paulo em educação para o consumo e elaboração de políticas públicas voltadas à harmonização das relações de consumo.
A pesquisa de preços e a atenção às informações sobre os medicamentos são medidas fundamentais para garantir economia, segurança e o uso adequado dos produtos de saúde. Confira aqui cartilha do Procon-SP sobre o tema.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência SP em 29 de junho de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.